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A minha droga é líquida, apalavrada e jamais a combato...

 


Lembro-me de caminhar até à praia deserta
movendo-me lento até à areia infinita que brilha.
Um dia desses tive também um sonho esganiçado,
sofri suores, convulsões, fogos de malsão alerta.
Urinei incontinente na graça do inocente que pilha,
que pilha, que rouba, que só quer enterrar o desgraçado
humor dedicado ao fim que jamais se acerta.

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