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Mensagens

Sinto saudade de ter saudades...

 

...é um longo caminho!

 

O (estranho) dilema do Évora.

Toda a gente gosta de futebol e touradas. Poucos admitem gostarem de touradas, mas gostam, muitos. Isso é lá com eles, não venham é depois chorar baba e ranho sobre aquele cão agastado de pústulas e solidão que viram abandonado ao pé da A2 quando se dirigiam até ao Algarve para tostar os pouco miolos que possuem. Como em tudo nesta vida, dois pesos e duas medidas, nunca resultam,  Já sobre o futebol, o fartote de gente que vive aqueles pontapés, cabeçadas e peitaças, é de um ridículo estudo que fiz em conversas pelas diversas empresas onde trabalhei, amizades que travei, conversas ébrias que escutei e literalmente quase toda a gente que conheci em 51 anos de vida, confirmando-me a estupidez do mundo. Não só o meu, o português, o europeu...o mundo inteiro. O mundo inteiro é absurdo nas suas paixões por bolas! Agora, quando saímos destas áreas e nos dirigimos a outras modalidades, assistimos a mais dramas. Há drama em todo o lado. Tomemos em conta o mundo do atletismo. E, não somente...

Havemos todos de acatar as metamorfoses, ou não?

 

Onde andam estas mulheres bonitas? - II

 

Três salvas para a canalha

  Oxalá um dia, desabem todos dos seus pedestais. Não lhes desejo a queda livre, não! Só lhes quero sentir o medo nos olhos sombrios, caindo desamparados daquele topo, morto de rebeldia, atravessando telhados desavisados, até aos quintais, onde os esperarei, inchado de gratidão. (...) in: "Uma Velha de Amarelo a empurrar um carrinho de compras"                                                                 2022

Dia sim, dia não uma beleza antiga

  Veronica Lake

O estigma da inclusão

  Poderão os ventos da liberdade varrer os próprios muros que por vezes erguem? Todo o progresso requer rupturas, avanços, alavancas que rebentem os tampões demasiado bolorentos, e fracos, e ainda assim continuamente estabelecidos como regra ' ad eternum '. É uma boa coisa isto de se rebentarem os moldes que sempre nos pareceram indestrutíveis: sejam estes, do racismo, do machismo, da xenofobia e das liberdades mais fundamentais, a religiosa, a sexual, a ideológica, a artística, etc etc.. É uma revolução abrangente do espírito humano votado a romper com um passado bafiento, ansioso por explorar todos os caminhos que sempre lhes ficaram bloqueados por esses 'poderes' de pedra-atlas, que jamais se deixaram erodir ou finar. Entretanto, muita coisa mudou na última década, muitas vozes sempre mudas ganharam palcos relevantes, e foram necessários ajustes. As mudanças surgiram, em grande parte por concessões de poderosos interesses financeiros que não as compreendem de todo, m...

Aquele coisa incómoda que chamam "A Noite dos Óscares".

Hoje é a longa noite dos Óscares. (não tão longa como me lembro de ser, mas enfim...) Sou e sempre fui daqueles que a seguem em directo. Os Óscares são a minha final da Champions. Sigo o cinema com paixão. Todos os cinemas, até este. Como não estar presente no seu dia maior? Os Óscares são isto e aquilo, dizem por aí. Uma cerimónia que deve tudo ao fingimento e pouco à arte que o afirma. É capaz! Há uma decepção intrínseca que se lhe ajusta em quase todas as cerimônias. Senti isso mesmo em muitas noites destas. Porém, e como da América emerge o epíteto da noção mais abrangente de cinema, nunca cedi à ideia de petulância, do nojo desbragado pelo cinema mais cerebral. Fui sempre filho do cinema mais comum, o de Hollywood, e, por isso me atirei a seguir esta noite todos os anos. Gosto de ver os intervenientes. Actores, realizadores, até os mortos que surgem na sequência memorial. Gosto de toda aquela montagem celebratória. Da 'panache' que só hollywood consegue encenar. Gosto das ...

Abandonem toda a esperança, os que aqui entrarem!

 

Todos os dias são Varda!

Still do filme: “Réponse de femmes: Notre corps, notre sexe” (1975), Curta-metragem/Documentário de Agnès Varda  

Woman

 

As pernas mais poderosas de Portugal

 

Living, ou o "Corre!" Inglês

Na velha Albion de 1953, ainda fustigada pela Guerra, Rodney Williams, um gentleman dos quatro costados, tornado cediço servidor público, dirigente da divisão de obras públicas, surge-nos débil na engrenagem de uma cidade que luta para se reedificar. Soterrado em burocracia na Câmara Municipal de Londres, William, viúvo e angustiado, sente há muito que leva uma vida oca. Um diagnóstico de morte anunciada, (seis a nove meses) obriga-o a fazer um balanço da sua existência. Em evidência, Mr. Williams "Corre" resoluto, para tentar preservar a sua condição de saúde em absoluto segredo, mas também para evidenciar que o seu legado, insignificante que seja, persistirá pelo futuro. Após a fatídica nova, aproveita os dias que lhe restam para experimentar uma série de coisas novas, a vida toda resumida nos seus últimos meses, uma correria de vida redescoberta, intentando deixar marcas nas pessoas mais insuspeitas em seu redor, e, em si mesmo, anterior ao seu fim. A película é realizado...

Algós B. Tristão, o poeta cagão.

  O meu sonho atirou-se da janela, lá para baixo, tão frágil, doente, tão débil, precisou de atenção. Morreu assim. Coisa ruim da gosma de um mau rapaz. A sua verdade encontrava-se por debaixo, de um ataque, ou é uma estrela cardíaca em explosão, Ninguém a viu, ali, tão desunida com aquilo de que se julgou capaz. Enquanto a maioria esgalha e esgalha, e só se anima, com raízes de vãs alegrias pelos vãos de escadas, sémen em pó, de um pobre, triste optimismo, eu definho e faço do corpo papel daquele que só lastima, não ter conseguido chegar às tetas mais anafadas. Morrinho uma brutalidade de fingido potente antagonismo. Como as unhas que deixo crescer, como os assustadores pelos laxantes, dos meus imaginários cascos, grito a justa luta, bebo, e depois enterro-a toda na minha lama. Jamais serei melhor do que sou hoje, não por vossos modelos. O fim é um pote cheio de palavras e de entrelaçados laços, apropriados poemas escritos na ponta da cama. Jamais! Quando me dedicarei por fim aos ...

Diários Eróticos III

  No vale de Jezebel

O Ginásio

  É tão estranho como o Sol de uma qualquer Primavera impulsiona os corpos à rua. Está frio, aquele tipo de frio que iguala o desespero da perda humana, ponto por ponto. Aquele frio exacto do calendário. Não é um frio setentrional, nem podia, vive-se em Portugal. Contudo, o frio que faz, ajusta-se ao nosso normal clima e corta, incomoda, dói, recolhe-nos, faz-nos povo mais caseiro, ou, assim se adivinharia. Não é o caso. Pois a tundra gelada do país tem horário: entre as 03h00 e as 07h00 da manhã, e depois, no segundo período avassalador, por volta das 19h00 até ao raiar do novo dia seguinte. Nesse interstício aquece-nos um Sol revoltante, que, de algum modo misterioso purga toda a geada interior das gentes cautelosas e, pior, faz-las saírem em catadupas de répteis abjectos a absorverem-no como podem. Vejo as criaturas do ginásio defronte, na praça, a cumprirem as regras que o dinheiro pagou e o remorso comandou. Frágeis fac-símiles de seres humanos desesperados por melhores figura...

Beber uma morte anunciada.

Cada dia bebo mais. "Dorme meu pequeno mundo." - É um percurso mortal de um covarde, que prefere a lentidão líquida da morte, invés do abrupto suicídio brutal e espalhafatoso. Cada dia bebo mais, bebo mais...É um intuito determinado. Perderei o emprego, a família, a vida...estou certo disso, acabarei como todos os bêbados que não desistem de o serem. Porquê? Porque não consegui. Aí está! Guardei um rancor no corpo, pela vida fora, até ao seu fim. Foi a rejeição daquilo que a me propus que me perdeu. Quis ser o que não me deixaram e jamais esqueci. Sou, portanto, um ' cliché '. Bebo para colmatar uma falha que não me coube por escolha. Morro para justificar uma rejeição que sinto não ter merecido. Acabo-me na pior regra do mundo artístico, não lhe ser merecedor! Andei anos e anos nisto. Nesta determinação de atingir. Mandei tanta coisa para fora, tanto texto, tanta criatividade olvidada. Nem uma correspondência. É isto ser-se escritor? Também. Não aguento. Há um climax...

Onde andam estas mulheres bonitas? - I

  A rapariga morena, de cabelos encaracolados, que, amíude aparece neste vídeo dos Ban, é linda. Demasiado bonita para não a vermos depois deste clip. O que foi feito dela?

Os novos 'Apóstolos'.

  Apostolar é a tendência. Pouco importa sobre o quê ou se, de facto existe uma emergência racional a escalar o raciocínio que lemos ou escutamos daquilo que lemos ou que nos dizem. A acção é inerte e reflecte apenas uma necessidade egocêntrica; a de conseguir 'hits', 'likes', 'seguidores' ou, de algum modo preservar a intenção desnorteada de cavalgadura do interlocutor que a expressa. A plêidade de impropérios expostos nestes dislates, jamais rivalizaria com a ordem segura de uma própria noção de realidade. São pressupostos não atendidos. Hoje em dia, nem tampouco necessitam de o ser. A desrazão evoluiu tal, que as oportunidades apetitosas de auto-promoção simplificam-se pela variedade de plataformas sociais onde poderão ser veiculadas. Assim que, qualquer hominídeo com dois terços de um cérebro funcional, poderá, se assim o decidir, regurgitar seja o que for, sobre quem for, sobre toda a salubridade da razão e da sua proporcional harmonia com um arrazoado rumo...