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Prognósticos só no fim do Jogo

Melhor que ganhar sem vencer, ou ser estrela sem brilhar, é dar provimento a uma fachada intemporal à casa mãe, sem saber como, e, mesmo assim, sair por cima. A grande proeza do português nato é esta; tanto faz, tanto faz... no fim, nada faz! Só que depois, pelo milagre engarrafado do puro ar da N. Senhora de Fátima, lá atinge a efémera glória, seja por quem for: ou por que político não eleito ou por que seleccionador que nada vence. Sou português grato. Gosto desta condição genética/geográfica. Fosse eu de outra piscina genética e este pequeno texto seria bem mais optimista, ou melhor, se calhar mais realista, bem menos cínico. Portugal faz-me atravessar para o sobrenatural, para o reino dos santos e das mezinhas tão nossas. No fim de contas, há que encher o olho, que é isto que melhor fazemos, entretemos, somos uns maravilhosos "entertainers" dispersos por todas as praças e arrabaldes de gente internacional que ainda acredita piamente que tudo isto é real e provid...

Só para se saber que isto não é tudo o mesmo.

Não tinha nada melhor para escrever hoje, por isso apeteceu-me colocar aqui estes mapas.... ...Agora ide por aí fora e façam de conta que nem ligais a estas coisas europeias maçadoras. https://www.instagram.com/p/BG_n6oAioFO/

O meu pai em tempos quis chamar-me Reinaldo, mas depois, veio-se a ver, tinha bom gosto.

Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo... Moço tão bonito e brilhante que ascendeu da lama, qual lesma improvável, redobrado esforço intentaste e assim esforçaste muito trabalho de pés, cabeça e peito cheios de gana de ser o melhor. Claro que também muito labor aconteceu fora de cena, foste conduzido a iluminar meio mundo agarrado a um campo só teu, cheio de relva e suor, como uma veia empolada, que saltita excitada, a aguardar a próxima dose.   Sim, és lindo e possante como um cavalo lusitano bem treinado, mas, quando é que deixas de ser o eterno protagonista e passas a ser o nosso silencioso herói? Ou será que neste jardim não podem haver tais heróis? Começo a acredita-lo. Por um lado é extraordinário o que por vezes fazes. Ainda hoje o fizeste de calcanhar e de cabeça também. Caramba, que inspiração do caralho! - Por outro, consegues alienar tantas vezes os restantes patriotas, como os melhores arrombadores de espírito o sabem fazer, e depois é o comportamento tão boçal, Jesus, a ...

Sozinho se faz melhor o caminho...?

http://www.bubok.pt/livros/10220/Estorias-de-Amor-para-Desempregados (...) O choque causado por este abominável silêncio, cujo desfecho parecia encarnar de uma forma fatídica, a ameaçadora malignidade destes momentos, que, para cúmulo nem sequer se relacionavam bem com o sentido clássico do amor, trespassou-o. Todas as ideias, más ou boas, ou são redentoras ou nos destroem completamente. Augusto Rego vivia numa montanha. Às vezes até parecia que descia sem rumo até à cidade. Era mentira. (...) Excerto de: " Um Cão chamado Medo ", um dos cinco contos que integram " Estórias de Amor para Desempregados " novo livro de Miro Teixeira.

Aula de Educação Sexual ao Vivo ou pura Estupidez Humana?

Paredes de Coura " Forever Unclean " http://videos.sapo.pt/Qzn4t2YRfVO2zwwk2Tzm

A minha sala poderia aparecer numa entrevista.

Entra-se e logo se torna improvável o engano casual; Eis os signos definidores de uma cultura coligida:  A soberba pretensiosa de um Homem culto.  Ali está tudo superpovoado, seja a biblioteca, a cinemateca ou o vocativo acervo musical. As fotografias, os quadros, a janela com cortinas duplas para não entrar a luz, e os dois gatos sonolentos, demasiado afáveis entre tantos tesouros perturbadores. É como se nada disto conseguisse fazer frente a uma frase bem dita, ou se tornasse  numa condição da qual não se sai ileso de alguma estupidez. Semelhante à da própria filosofia, essa pergunta sem resposta em que se integram todas as perguntas e respostas, num movimento instável e perpétuo. Para quê recolher e armazenar objectos e perguntas como se fossem parte fundamental de algum futuro?  O Homem culto não aprendeu ainda o essencial da existência humana. Que existir não é uma doença de acumulação, é um  desprendimento puro. Quanta soberba! Amanhã so...

Volto já, fui comprar cigarros!

Onde acabar o azul resto-me.

Dos corpos mais dolorosos, o que mais sofre é o engano. Vai sendo roído aos poucos por atrozes rumores. Ainda pensei passar a perna à visão periférica e cegar de propósito, ainda que parcialmente, num divertido jogo clandestino de xadrez. Tudo isto é uma grande tolice! Pois é sabido que a melhor nódoa desfalece sempre no pior pano. Aproximam-se agora, perigosamente, os tocadores  de bombos, pandeiretas e caixas violadas na mais perfeita métrica. O circo é, das artes, aquela que menos nos mente. Observa-o sério, abre bem os olhos interiores. Estás a ver agora, tu vês? Bem sei que não o farás, mesmo que to pedisse. Porém, o teu maior erro foi esse teu desplante descarado. Sabes quem sou ou julgas sozinho de olhos fechados? Sou de folha perene, pese embora o vento, e nada falo que seja aos pares ou que acabe em flor. Fica aqui o mistério desvendado, desta estranha fixação em te seguir. Nunca quis começar o que por ti foi acabado, mas tão somente avançar pa...

Never!

https://youtu.be/Z3bCWRLS6Eo

Harmonia

http://www.ryanmcginley.us/animals/zmnjuxmmdnoq0py8juzts0h8uhg9ww by Ryan McGinley

Primeiro post optimista de sempre.

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.  Se alguém for colocado dentro de uma sala branca vazia, sem nenhum objecto, sem portas ou janelas, sem relógio, começará a perder a noção do tempo.  Por alguns dias, a sua mente detectará a passagem do tempo sentindo apenas as reacções internas do corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.  Isto acontece porque a nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objectos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.  (...) Compreendido este ponto, há outra coisa a considerar: O n osso cérebro auto-optimiza-se por regra.   Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.  Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.  Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade de informação.  Por isso, a maior parte dest...

Serviço Público (só para mim e para algumas anestesias humanas.)

Por favor, deixem-me estar em paz a escrever as minhas coisas.  Não chateio, não incomodo, não me imponho, nem me faço mais presente do que deveria. Estar aqui é como nem estar. A blogosfera há muito que perdeu o seu estatuto de espaço social "online". Vou e venho, fico algumas vezes. Cravo tempo aos meus dias para vir cá escrever com algum sentido de prazer. Se nem sequer perceberam ainda a dinâmica defunta do que foi um "blog", torna-se tão fútil a vossa indignação anónima via mensagem. Há uma caixa de comentários aqui, existe um ponto de contacto entre nós, se para esse ponto estiverem virados. Senão, bem... O resto é só aquela História eterna que resta aos falhados, aos vencidos.  O Alzheimer mais doloroso de todos. Se vos embaraço ou transtorno de algum modo, não venham. Fiquem lá por onde andam todos a suplicarem espaço precioso. Este é o meu, e só meu. Gostava que fosse de mais gente, mas é necessária interação pública para assim existir. Espero que ...

Amanhã acabo isto...

(...) Rodas, penachos e gotas malditas de sémen sem fruto algum. Algures, uma rapariga grita desalmadamente enquanto se ouve o estrondo seco de uma porta maltratada a bater. Parece que transcorreram cem anos depois disto. A porta bateu e dei por mim a responder a uma secretária que não sabia dactilografar. Não sabia arquivar, não sabia atender telefonemas anónimos. Que puta tão inútil: Rodas, penachos e fins-do-dia a rolarem desenfreados até à escuridão, mais ricos, ou mais rosados que todos os outros anteriores. Que ingrata fome que nem alimenta um verme com poder. Sentou-se dominador e pôs os pés em cima da secretária como se fosse absolutamente seu dono. Alguns homens sentem este frémito sempre presente. O desejo de se sentarem nalgum camarote e assistirem a um espectáculo que só eles vêem e apreciam. Nem sequer tinhas mamas que lhe salvasse a necessidade de ter algum tipo de aptidão necessária. - Caramba! Do que raio é que estou aqui a falar? - Ela sempre fora anormalmente c...

Deus a foder-me desde 2011

Ninguém me/se interessa exactamente por nada. Caio de joelhos, perturbado por esta verdade inegável.  O Homem nasceu sozinho e logo nesse instante se condenou ao seu futuro perturbado. Tão estranho e definitivo como uma máquina incessante, que lhe tirará as mãos do corpo, e o corpo do seu lugar, e o lugar da sua terra, e por fim, até a sua terra sairá do mapa. O Homem ficará apenas um passageiro estranho, na espera de algum outro destino diferente desse. Em 4 de Abril de 896 morreu o Papa Formoso. Depois de morto, foi acusado de ambição excessiva, e em consequência disto, o seu cadáver foi despido e os dedos da sua mão direita decepados. A maior das desonras foi terem-no enterrado num cemitério destinado somente a estrangeiros. Sou esse anti-Papa! - Vestiram-me com insígnias. Ornaram-me após exumação, e colocaram-me num trono absurdo, só para me imputarem as acusações que a minha própria cabeça amedrontada fabricou. A minha mãe, sem grande expressão para o verbal...

A vida é feita de escolhas...

Lá ao longe havia um tempo

Nenhuma árvore se importou com a loucura do nosso vento nenhum pássaro caiu atordoado desse céu onde jaz. Nem os montes mais distantes se abateram ou se elevaram sobre o ar onde repousa, o vazio total do meu desalento. Ou cresceram folhas ao contrário, em lugar de palavras, frias, como primaveras deixadas ao acaso, pendentes. Tudo isto aconteceu faz tanto tempo que os dias não avançaram, foram contados para trás murchados em horas de dúvidas onde a noite pousa a ruína desta história de amor e tempestade. Quis contar-te sobre as magnólias em flor, sobre a urze de teias e sobre o pico da criação. Quis escrever-te o mundo num peito só de terra. Pintar-te o mar no olhos num azul brando de acalmia. Quis pisar o verde da erva, passada já a geada da sua destruição. Contar abelhas ou joaninhas entre as flores do nosso dia. Anotar todas as inflexões da tua boca entre trinar de um pássaro e o assobio da minha dor. Nenhuma va...