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Prognósticos só no fim do Jogo



Melhor que ganhar sem vencer, ou ser estrela sem brilhar, é dar provimento a uma fachada intemporal à casa mãe, sem saber como, e, mesmo assim, sair por cima.
A grande proeza do português nato é esta; tanto faz, tanto faz... no fim, nada faz! Só que depois, pelo milagre engarrafado do puro ar da N. Senhora de Fátima, lá atinge a efémera glória, seja por quem for: ou por que político não eleito ou por que seleccionador que nada vence.
Sou português grato. Gosto desta condição genética/geográfica. Fosse eu de outra piscina genética e este pequeno texto seria bem mais optimista, ou melhor, se calhar mais realista, bem menos cínico.
Portugal faz-me atravessar para o sobrenatural, para o reino dos santos e das mezinhas tão nossas. No fim de contas, há que encher o olho, que é isto que melhor fazemos, entretemos, somos uns maravilhosos "entertainers" dispersos por todas as praças e arrabaldes de gente internacional que ainda acredita piamente que tudo isto é real e providencial.
É que as vitórias morais contam mais aqui que em muitos outros lugares deste mundo.

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