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Mensagens

A lista de espera da Paula

Foi com imenso prazer que vim a descobrir o meu singelo livrinho na lista de espera de leitura da Paula, a simpática gestora do blog viajar pela leitura , e saltei de imediato à oportunidade de lhe pedir essa mesma fotografia para vos mostrar aqui. Afinal, não é todos os dias que vemos o nosso "filho" em tão boas companhias. Obrigado Paula por cuidares tão bem dele. Um abraço.

esta Terra, este Mar

Ensinaste-me a viver, Nesse teu modo de ser, e tantas vezes me perdi, em tuas ruas de solidão, tantas, tantas que nem ouvi, o bater do coração. Sou filho nato desta beleza, de vento, canção e mar, onde esvoaça a gaivota, e grassa o viço do pinheiral. Onde também, e com certeza, castiga o vento a levantar no som certo da mesma nota, que nunca nos deixa igual. E de longe desenha o rio, seu caminho até ao sal. Da ladeira do Mosteiro, desce a saudade com brio, Remetida ao laranjal, que enamora o seu esteiro. Desta gente enviada, Às sete partidas do mundo. faz a sorte lembrar, terra calma e incontida onde nasceram poetas, boas naves de madeira, e uma alma amargurada. Ponto de azul tão fecundo, és toda mãe a amar, lembras sempre na partida, nunca esqueces na chegada, és memória por inteira. Quem dera a mim trazer-te ao peito, num relicário de espuma, guardar-te minha para sempre, E nunca, nunc...

Os Verões de Azurara.

Quando era novo parecia que o Verão fugia lá para fora, para trás da paisagem. Era todo um jogo que não precisava de rapidez. O vento sim, era igual, rápido, imediato e cheio de certezas, persistindo como ainda hoje o faz, vinha do frio norte, e ainda vem. Essa verdade é única e constante, e ainda me transporta para o passado sem querer, tudo o resto já se alterou, foi-se no fino levantar da areia, até à distância profunda do mar. A praia de Azurara era o nosso cabo do mundo. Alegoricamente, o nosso paraíso ideal. Porque os grandes paraísos vivem dentro de nós.  Tranquilos, mas sem perdermos um instante, aí rumávamos todos os dias. Os melhores amigos de sempre, antes da vida nos meter a todos por caminhos tão distintos. Convêm explicar que, apesar de amante incondicional de Vila do Conde, sou da outra banda do rio, nasci e cresci durante os meus melhores anos, no lado esquerdo do Ave, onde as bruxas faziam filhos tontos e os dias passavam devagar. Por essa razão, as ...

O dia em que o Outono ficou quieto.

O dia em que o Outono ficou quieto. Perdi-te lá ao longe no revolteio das folhas, ali sentada no banco de jardim, inquieta pelo chicote do vento, parecias mais fúria que mulher. Procurei-te mais tarde, na certeza de ter perdido uma parte de mim, quando de novo o manto castanho te cobriu, e o vento te levou da minúcia do meu ver. Louco, louco..   avancei temeroso, na esperança que o Outono ficasse quieto, e me mostrasse o sorriso que quis ter. Louco, louco..   senti a raiva do vento nervoso, e um fio solto do teu cabelo senti, enredando-me na saudade que vivi. Louco, louco.. Como se fosse eu este vento, levantado de um chão que ruiu, e te enterrou num manto espesso de nervuras, louco, como se um gesto sem intento, fosse mais que uma vida inteira. Quem dera esquecer eu estas agruras, e cair quieto como no dia em que te vi. Quem dera não mais ser louco desta maneira, E me esquecer para sempre que te esqueci. Cas...

A Democracia tornada lixo.

Não sou perfeito para definir isto que sinto, mas sinto uma imensa vontade de o fazer. Afinal, perfeita é a paixão que tomo como minha e que se adequa inteiramente à imagem que (ainda) tenho do meu país. O que é isto do rating ? Quem é esta gente, que descaradamente advoga os interesses de uma moeda contra a outra, fazendo crer (sem sucesso) no seu ar limpo de idoneidade e imparcialidade? E que no percurso, ousa jogar sem pudor, com os destinos de nações inteiras. Quem foi que lhes atribuiu tais direitos?

Lançamento do livro "Governo Sombra"

Devido ao período estival que decorre neste momento, e se prolonga até Setembro, e por medida da situação de férias em que muitos se encontram, o lançamento do "Governo Sombra", foi adiado para Outubro. Espero poder contar convosco nessa altura. Um abraço a todos.

I Concurso Literário "Ser Solidário"

Um conto que escrevi, "O Fim da Noite", foi galardoado com uma das duas menções honrosas atribuídas pelo júri do serviço de Humanização do Hospital de S. João, no âmbito do I Concurso Literário "Ser Solidário". Uma iniciativa subordinada ao tema em epígrafe, e cujo vencedor do primeiro prémio foi o poema "Ser Solidário" da autoria de Cristina Ferreira Magalhães. Cliquem no link da foto em cima, para poderem ler os textos vencedores.

Não Seremos mais Amantes.

Rene Magritte "Os Amantes" Não seremos mais amantes, Que esta união de suor, Este toque de carne fervente, Não é mais que um lume, Um morrão aceso e vicioso... Que me queima eternamente. Não seremos mais amantes, Que não mais suporto não ser amor, Aquilo que o teu corpo sente, E a paixão é uma emoção que se esfume, Nas curvas de um corpo amoroso, Que nunca será meu completamente! Casimiro Teixeira 2003

Viajar pela Leitura.

Atenção ao magnífico passatempo a decorrer no blogue Viajar pela Leitura Oportunidade para ganharem um livro do "Poemas por Tudo e por Nada"  Autografado! Participem...

Um Amor nascido à pressa.

Viajam ambos em sono profundo depois do tórrido momento do primeiro encontro, num comboio com destino a Paris. A Lua esmorecera e o dia acabava de nascer, a chuva ganhara de novo terreno ao nevoeiro e voltava a cair, Teresa rejuvenescia a cada momento no descanso da sua paz. O destino final aproximava-se, a estação da Gare D'Austerliz , e como assim era, ao alterar o ritmo sincopado da sua marcha, os guinchos metálicos dos travões a serem acionados sobre os trilhos, acabaram por o despertar primeiro, impulsionando Luís no retorno ao seu lugar, junto de Teresa. Queria desesperadamente lá estar quando ela despertasse. Vagueara até à brisa rápida da noite para fumar, e adormecera aí, no chão da plataforma. 

Marcador de Livros

O excelente blogue da Maria Manuela Magalhães; " Marcador de Livros " também me adicionou no seu extenso rol de autores divulgados. Maria, muito obrigado.

Conto Convosco!

O Planeta está bem? Autor:  Casimiro Teixeira Já se imaginou a acordar amanhã cedo, tomar o seu duchinho, um bom e saudável pequeno almoço, preparar-se para sair para o trabalho, entrar no carro, olhar em frente e... e descobrir que o planeta desapareceu, já não está lá?

Pedacinho Literário

Pedacinho Literário   Mais um excelente blogue de divulgação literária que me agraciou com uma pequena nota acerca do meu livro: "Poemas por Tudo e por Nada" nas suas páginas. Obrigado pela partilha.

O Caminho certo.

Imagem retirada de djibnet.com E se eu palmilhasse sem receio, um caminho que nem me apeteça, no final de um dia que custou a vir, mas lento, e num céu de chumbo, ele veio. E se por lá ficasse, sem que mereça, a vasta liberdade que me fez sentir?  E se misturasse ao som mudo dos meus pés, a pausa etérea da areia revolvida? O ruído feroz daquela trovoada, O restolho do mar lambendo-me de viés? E se fosse isto a minha vida? E não mais sempre alma magoada. E se pelas pupilas gastas pelo sal,  a imagem do mundo se entreabrisse? Majestosa se mostrava, e mesmo sem ser minha, pareceu-me não ter nunca tido outra igual. Como se o próprio Sol ao morrer olhasse, e visse, que a tristeza d’outrora já definha. Foi-se, sem emitir um som que fosse impuro. Nem tampouco um só lamento de saudade. E se por fim entrassem em alinho, Os quantos sentidos e emoções deste coração duro...

Festa do lançamento do livro de poesia "Poemas por Tudo e por Nada"

Tristeza.

Nem sei bem o que isto é, mas sinto uma tristeza profunda no meu coração hoje. Fui linearmente vexado  verbalmente por um escritor português, que todos conhecem decerto, mas que obviamente prefiro omitir o nome, pela simples razão de não querer descer ao nível da mesma ignomínia que lhe impulsionou as palavras, e tudo isto por ter tido a insólita audácia de lhe transmitir um vulgar pedido de auxílio. Felizmente que ainda sou ninguém no mundo da literatura, mas começo já a tomar medidas interiores para que nunca, repito, nunca, me venha a transformar em alguém do vulto desse senhor. É esse um dos medos que mais me aflige, que um dia, o sucesso e a fama, se acharem por bem me agraciarem, me moldem as glândulas da alma, e formem a figura de semelhante homem descomposto. Não existe solidariedade entre autores, foi a conclusão a que cheguei, sobretudo se os patamares entre eles forem demasiado desnivelados, e o espírito humano dos mais proeminentes se encontrar infetado pelo vírus da a...

Entrevista à Antena 1

Cliquem aqui para ouvirem a entrevista!

É (um) Mar qualquer.

Veja este vídeo-poema aqui

A minha Vila do Conde

Deixo as legendas para vocês fazerem.