Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Um bater de Asas!

Exposição de Pintura de Helder Sanhudo que tem início este sábado dia 4 de Junho na Galeria Artes Solar Stº. António, na Rua do Rosário, Porto A não perder!

Schmap London Guide

A Schmap London Guide incluiu uma foto minha da Catedral de St. Paul no seu guia.

Poemas por Tudo e por Nada no Jornal de Vila do Conde

Porque hoje é o dia das crianças...

Brincadeiras de Amigos.   Brincavas comigo, sem nunca parar, sem teres um amigo, com quem ires brincar. Brincando contigo, brincava com dois, aquele que está, comigo a brincar, o outro que já, já só não quer estar, brincando sozinho.

Novo Livro à venda no site da Bubok

Há Procura de uma vida! Oferta do Ebook na compra do livro em papel.

O Planeta está Bem?

Conteconnosco - O Planeta está Bem?

Em jeito de escrita divulga "Poemas por Tudo e por Nada"

Divulgar não custa nada.

Poemas por tudo e por nada na Rádio Linear

Cliquem neste link para ouvir. http://www.4shared.com/audio/btjs34Xe/LIVRO.html

Capa do "Poemas por Tudo e por Nada"

Sinopse do Governo Sombra

Um thriller de conspirações políticas que retrata as vidas paralelas de dois homens. Um, desempregado, e com ambições de ser escritor, que desistiu da vida e da procura da felicidade, reencontrando-as ao receber uma estranha mensagem de uma amiga, que lhe encomenda a escrita de um livro sobre a sua vida, conduzindo-o numa viagem obsessiva por uma realidade ficcionada sobre um Portugal secreto e sinistro desconhecido por muitos. O outro, um político empossado à força por um caciquismo familiar. Professor de história por paixão, torna-se secretário de estado por complacência dos interesses do falecido pai. Vão ambos embarcar numa odisseia mirabolante de enganos e descobertas, na busca da confirmação da existência de uma ordem secreta, Os Alquimistas , cujo plano efetivo para o nosso país, consiste no controlo absoluto do seu governo, e no domínio total da vontade dos seus cidadãos. De Nova Iorque a Bruxelas, e por diferentes locais em Portugal, um atroz destino os esper...

Capa do "Governo Sombra"

Governo Sombra - Cap.IV

CAP. IV Matosinhos, Julho de 2009 Marta Duarte Marta Duarte trabalhava à quase sete anos numa sucursal de uma grande multinacional de fitness no Porto. A Hard Abs . Havia iniciado carreira ali como comercial, mas depressa subira por mérito próprio, e agora desempenhava a função de formadora comercial, distribuindo a sua experiência por outros potenciais futuros comerciais da empresa. Nessa manhã, começara um curso de formação de oito horas, graciosamente denominado de Fénix , que se iria estender pelos próximos dois dias. Este curso, representava um plano já avançado da formação. Em paralelo, outras colegas ministravam outros cursos: - de Formação inicial de vendas, com uma carga horária substancialmente maior, mas também de refresh Sales , e ainda um outro denominado de Zen Comercial. Tarimbada nesta tarefa, Marta sentiu-se no entanto apreensiva nessa manhã, como se pressentisse que alguma coisa iria correr mal. Tudo começou ao descer o canal rodoviário paralelo ao...

O porquê da tristeza!

A incapacidade de resultados compele-nos à frustração. Ninguém mostra um sorriso se não quiser que o vejam, nenhuma canção tem efeito ao ser cantada para um espelho, da mesma forma ninguém escreve um livro e anseia guardá-lo numa gaveta. O mesmo acontece comigo. Compreendo o processo, mas antecipo o desaire com a passagem do tempo.  O mundo editorial mudou muito nestes últimos anos, reflexo destes tempos em que vivemos com certeza, e surgem cada vez mais editoras que pouco mais fazem que amachucarem os sonhos de um novo escritor. As ditas "editoras convencionais", vão morrendo aos poucos, assassinadas pelos e-books e por estas outras casas de publicação automática ao custo de uma moeda enfiada na ranhura. Não me considero ingénuo, pois não estou sentado na espera confiante de ter escrito uma obra-prima que as grandes editoras irão disputar ávidamente. Aqueles nomes mais sonantes são agora parte integrante de grandes conglomerados editoriais que anseiam sobretudo o lucro cego,...

Governo Sombra - Cap.III

CAP. III Vila do Conde, Abril de 2009 Pedro Gonçalves A semana iniciara-se quente e afogueada. Nada que se parecesse com a canícula do Verão, mas ainda assim, dava a entender que alguém havia dado ordem de marcha à chuva, limpo a parada de nuvens maçadoras, e mandado o Sol brilhar à discrição. No início da tarde, Pedro Gonçalves afogava-se em suor no escaldante habitáculo do seu carro. A cabeça afundada no banco do condutor, rebatido ao máximo, tentando dormir uma sesta impossível, perante a inclemência daquele sol primaveril. Mesmo defronte, uma gaivota solitária, afagava a penugem despreocupadamente, pousada sobre um dos marcos de pedra que juncavam o corredor da margem à beira rio. Sentiu-se estranhamente afim com a ave, como se ambos partilhassem a inércia do correr dos dias, sem preocupações de maior, justo até ao momento em que esta partiu num voo alvoraçado, indo rasar uma mancha cintilante na água, entre a barra que separa o rio do mar. Decerto uma daquelas ta...

Governo Sombra - Cap.II

CAP. II Lisboa, Agosto de 2008 Henrique Lobo Henrique Lobo revolvia-se com nervosismo, sentado com evidente desconforto num canapé de palhinha, de cor pastel do séc. XIX, na austera sala de audiências do palácio de S. Bento. Tinha as costas voltadas ao centro da sala, que estava ornada com uma bela lareira ao fundo, quatro grandes janelas com sanefas em tule adamascado, e cadeirões de aspecto bem mais confortável do que aquele onde decidira sentar-se. Agora, porém, era tarde. Tinha tomado a inglória decisão de esperar ali, ou quiçá melhor, tinham-na tomado por si.

Governo Sombra - Cap.I

CAP. I Vila do Conde, Janeiro de 2009 Pedro Gonçalves Surpreendido pela sua própria nostalgia por tempos dos quais nem retinha memórias pessoais, Pedro Gonçalves, deixou-se encovar no deformado puff castanho de bolinhas de esferovite, arrumado num canto acolhedor da sala, e sonhou acordado com a geração dos seus pais, tempos de escassas recordações, constantemente marginalizadas nas conversas à mesa, os anos quarenta e cinquenta, onde a pobreza, embora dura e lategada, parecia menos agreste do que agora. Por vezes, em breves instantes que se dilatavam em minutos, o pai e a tia, divagavam soltos por esses tempos, mas, o rosto carregado de sua mãe, sempre os demovia de continuarem imparáveis no desfiar de tais memórias incómodas. Não havia porém, esse travão agora. A morte de sua mãe, quatro anos já corridos, deixara-os quiçá livres, para soltarem a língua nessas memórias encerradas. Todavia, já não o faziam. Poder-se-ia dizer que na altura o fariam por vontade de tagarela, ou t...

Governo Sombra - Prólogo

PRÓLOGO Lisboa, Novembro de 1987 Um cemitério estreito no centro de uma cidade movimentada, indiferente, visto das janelas de uma pensão tristonha, fechada ao público à décadas, não é, em momento algum, objecto de alegre sugestão; e o espectáculo nunca aparenta o seu melhor, quando o seu ponto alto é a vista de folhas castanhas de Outono, esvoaçando sobre lápides que o tempo e os homens já esqueceram há muito. Admitir-se-á que nenhuma influência deprimente está ausente deste cenário. Este facto é pungentemente sentido por um homem, já bem entrado na casa dos cinquenta anos, que em 13 de Novembro de 1987, ali estava, há três horas e meia, admirando-o. Isto é amiúde, pois de vez em quando, de tempos a tempos voltava para o interior do quarto e media o seu comprimento com passos inquietos, até se concentrar na verdadeira razão da sua presença ali.

Aqui te espero..

O caminho da prata

Poema 8

És uma flor que cresce da parede gretada, perdida entre o feto a hera e a gesta, colho-te mansamente dessa curta fresta onde infeliz estás tu atada. Trago-te, tonto e sem jeito, enrolada no calor imenso deste peito, a ti, delicada e bela que és, minha flor silvestre, meu sonho de tudo o que virá. Perdido, perdido, ando eu, no rastejar, de um chão que nem sei se existe. Perdida, perdida, anda a vontade, a força de espírito, que por vezes parece que desiste. Em mim, em mim (Tiná) e anseio, anseio por esse teu olhar cheiroso de flor, que tudo me traz de volta, esse olhar, ah esse olhar de amor. É por isso, só por isso que eu sei, embora olhe para ti menos vezes do que já olhei, nesta vergonha, sim, nesta repugnante vergonha, que me corta a artéria da vida, inundando-a de peçonha, e nada mais me resta, que estas palavras pra ti ó minha flor, palavras nem sei bem de quê. De dor? De Amor? Pois eu estou cego, sou aquele que não vê. Mas por ti, por ti eu tento, e se ao menos, em ...