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Mensagens

Homofobia para Totós

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Regras do trânsito sentimental

Como hei-de explicar que não se entra, assim, pelo Amor fora? Que é um processo de explosões,  misto de engodo, insensatez, beijos oblíquos e cheiros bons. por vezes anda-se a manifestos estoiros com a cabeça rebatida no mundo-plano e as estradas são todas estrangeiras quem se achega, vem a evitar a flora mirrada da desistência do próprio peito e seus olhos já viram montado de sobra  e heróis fatigados, agarrados como podem ao vento. Entre os mais-ou-menos imperfeitos procuram-se superpoderes para dar a volta a isto. (serpenteando por árvores despidas da cintura para baixo,  que deixam marcas tão fortes  que bem se pode estar uma década sem conseguir fazê-lo de novo). É então que se lançam as sebes ao alto e a protecção dos muros é como um livro interrompido ou dói ou tem pressa de ir embora de vez. De concreto fica só o muro a buganvília e o jasmim cheiroso perdem logo a altivez. Mesmo assim, sentimo-nos num caminho a sério  à razão d...

Os Bárbaros do Aqueduto

Texto publicado hoje, no Facebook, ao qual ninguém ligou um caralho. São daquelas coisas triviais que já devia ter mais cabecinha que isto para não as levar a sério, mas levo na mesma. Sou irritante ao ponto de me levar a sério. São todos uns esmorecidos, eles não falam e eu só escrevo. Que coisa! Mas tenho as minhas suspeitas daqueles algoritmos. Suspeitas do género das teorias, de conspiração. - Pode ser que aqui pegue. " Os bárbaros estão no meio de nós talvez porque os bárbaros somos nós. Começam a restar-me poucas dúvidas em relação a isso. É claro que também já tive mais certezas. O mesmo ram-ram de sempre. Por exemplo; há aqui um casal de vizinhos que passeia um par de canitos pela praça, todos os dias, várias vezes ao dia. Nada de extraordinário nisto, fora a questão trivial de um dos bichos ser mais espevitado que o outro. Aquilo parece um texugo bebé carregado da electricidade positiva  daquelas pilhas que não acabam, corre, corre, corre...enfim, é óbvio que, ...

Olha o avião!

Dois amantes olham o céu, fazem diligências sentimentais, perdem o equilíbrio, o pudor juntam-se pelos braços, dão a mão "Foste tu, fui eu.." acordos, tréguas e outras batalhas navais. No fim acabam na mesma conclusão "Valeu a pena? Valeu." enchem a terra de suor.

A Nuvem

Apareceu-me na rua, anteontem, debaixo de um castanheiro, um senhor baixinho todo anacrónico, com um bigode orgulhoso que era o seu factor humano, e vinha este acompanhado por uma menina grande de pele morena e doce, com um sotaque às curvas como o Amazonas. Eu caminhava na direcção oposta e o homem pareceu reconhecer-me em inversão de marcha, detendo-me à sombra. - É mesmo você? - Perguntou-me. - Sim, sou mesmo eu. - Respondi-lhe cheio de certezas pessoais, mas algo fragilizado pela imponência ostensiva do seu bigode. Havia também um coque perigoso - na rapariga - muito bem enrolado e muito bem preso que era mais bonito que a sua cabeça inteira, e tinha também um par de olhos grandes, e eu gosto de olhos redondos, como os vocábulos. Fiquei a ouvi-los, pois havia sombra presa por cima e boa vontade ao nível do chão. A primeira coisa que me disse - o homem - foi sobre a palavra nuvem, que era a sua favorita, dentre todas as nossas palavras, ditas ou escritas, e que me agradecia m...

Woody Strode

Racismo é para gente de coração engelhado. Vejam aqui a magnificência determinada do grande  Woody Strode , no excelente filme de John Ford " Sergeant Rutledge " de 1960. Lembrem-se dele no " Man Who Shot Liberty Valence ", 1962, também do seu mentor John Ford, ou em " Spartacus " de Stanley Kubrick, de 1960. No Maravilhoso e demasiado pequeno, mas memorável papel que desempenhou em " Once Upon a Time in the West " de Sergio Leone 1968 e atrevam-se a chamar-lhe de "preto". Atrevam-se, vá lá. Nasceu neste dia, em 1914 e ficou para sempre. Porque a existência grandiosa, e nenhuma existência por tempos passados ou vindouros, se deverá submeter à insignificância de mentes tacanhas. Woody Strode "Sergeant Rutledge"

TWD - Season 8 - Trailer

Nunca mais é 23 de Outubro!!! Que nervos!!! #TheWalkingDead.

Mulher Florida

                                             Foste mulher para teres ficado  de folga e vestido novo na pele, em flor. Foste mulher mais que um bocado do tempo inteiro em que andei às três pancadas, a ir totalmente desencontrado com a luxúria e o amor. Foste mulher sempre ao meu lado e nem tive de te pedir que aqui estivesses, por favor.

Luke i am your grandfather!

A vida muitas vezes treme pelas dobradiças, como se levanta pelos passos de um herói-gigante, ou de muitos, todos juntos connosco.  E  essa, palavra de honra, é uma ideia que eu cá tenho.  Ainda que haja uns por vir e outros tantos temporais,  tenho os meus certos e incontornáveis dias,  os de ontem e os para sempre. Os dias tecemo-los nós. Com a vontade nas mãos e uma certa ideia às cavalitas da alma. Preciosa e transmissível. Hoje faz um ano que  arrastas sorrisos e serenidades com a categoria de um herói imprevisto. Treinaste-me o optimismo até à quase excelência e há muito que torço pela tua primeira palavra. Não precisa de ser nada estilizada, só de verdade e empatia  musculada. Lucas e eu 

A arte nua

Constantemente, chegam os homens-mandarins e vestem-me o corpo todo com regras desavindas.  Mas, Deus não gostou.  Deu-me liberdade e pôs-me nua a ver-me eterna.

A tecla de Heisenberg

A sensibilidade, que tem tanto respeito pelas datas especiais, fica tão invisível no resto do tempo comum. Nem parece fazer parte da carne, traz um doer indiferente ao peito diante do mundo  e sedimenta histórias para uma existência em camadas soterradas. Muitos acham que é depressão, mas não é. A dor dessa tristeza é diferente. É como comparar uma pedra no rim com uma comichão.  Cai a luz pesada da tarde sobre os móveis, vejo o espadanar dos primeiros pássaros, em amplexos pela sombra dos arcos e sinto que só  vigio entradas. Ora de pé, ora sentado. em contra-luz, de frente para a vida dos outros. Pássaros, carros, pessoas, as árvores ao vento, todos me vão gesticulando com a cabeça e com os lábios sem som. Eu aceno em retorno, mas ninguém me vê. É um princípio de incerteza. Sinto-me demasiado arrumado aqui, sempre a bater na mesma tecla e posto para trás. Queria sentir a emoção de um convite para escrever, em vez de escrever, para mim apenas. ...

O Aperto da Saudade

Há um aperto nos autocarros, nas casas, na vida, no peito nos quartos com cortinas rasgadas em Mahler, no Adagietto.

Jardins Suspensos

É tão correcto isto.

Esta coisa do " politicamente incorrecto " é uma chatice do caraças. Um estorvo tremendo. Gostava de ter o direito de dizer: "não gosto" acerca de mais gente. De me poder chegar à frente e gritar: é estúpida esta pessoa, é ignorante, está doida esta pessoa. Pronto. Sentir-me capaz dos pés à cabeça em vez de uma amostra de cagufe, cheio de pruridos. Fosse essa pessoa parte de que espécie de gente for, de que grupo ou de que tribo. Seja essa pessoa uma multidão ou uma minoria. Sejam estas pessoas médicos alarves, ciganos preguiçosos, venezuelanos prepotentes, gays, escritores de sucesso, políticos locais, pessoas que escondem mortos dos incêndios, amigos de chacha, optimistas ferrenhos ou mesmo pessoas que dormem amarradinhas aos seus cães. Gostava de dizer isto mais vezes e com toda a segurança. Apontar dedos e passar o ónus da vergonha para o outro lado. Quer dizer, o direito tenho-o todo e o poder de o exercer voluntariamente sem receios também, a chatice c...

Dia sim, dia não, uma beleza antiga.

Errol Flynn

Hemingway, o gato e o caminho

O gato ao fundo do sofá e eu a ler. Hemingway está cansado e escreve sobre o cansaço. Entendo-o como se estivesse ao meu lado a falar-me. Parece que teve uma infância feliz. Tenho pena que a felicidade nem sempre nos acompanhe os anos. Envelhecemos e tanta coisa nos fica pelo caminho. A felicidade nunca haveria de ser uma dessas coisas. A felicidade ou a inocência ou os amigos verdadeiros. Ou as auroras. Tudo o resto, que for de poeiras e insónias não carece de envelhecer connosco. Agora, veio o meu filho cravar-me um cigarro e o gato alarmou-se ao tempo curto de um bocejo. O que me entusiasma é saber-me pertença e ainda ter caminhos possíveis, abertos, que me fazem muito sentido. Vou escrevendo estas coisas porque ainda procuro muito ou porque me irrita aguentar a ideia de que todos os dias tem de valer a pena. Alguns são tão pequenos que desaparecem antes de os vivermos, outros arrastam-se e outros ainda ficam para sempre. Envelheci e certas coisas enraizaram-se-me no hábito de ma...

Mamas há muitas...

O fotógrafo Alexander Gusov registra o encontro da sua esposa Sasha com mulheres da tribo himba. Namíbia, 2003 “Entrevistei uma jovem antropóloga trabalhando com mulheres em Mali, um país da África onde as mulheres andam com os seios nus. Estão sempre amamentando seus bebés. E quando ela lhes contou que em nossa cultura os homens são fascinados com seios, houve um instante de choque. As mulheres caíram na gargalhada. Gargalharam tanto que caíram no chão. ‘Quer dizer que os homens agem como bebés?’, disseram”.   (Carolyn Latteier, no livro All About Breasts)

John Heard

Recordam-se dos filmes "Sozinho em Casa" do Chris Columbus, I e II, aí pelos inícios dos anos 90, com aquele miúdo muito engraçadinho, de olhos azuis esbugalhados e uma boca espantada, que depois cresceu e ficou esquisito e totalmente esquecido? Claro que se recordam. Não há Natal em que isto não passe na TV. Então, também se recordam do John Heard, de certeza. Pois, este senhor morreu hoje. Foi passar o Natal a casa. John Heard (1945-2017)

Chester Bennington

O Chester não conseguia mais decidir se  era homem ou  máquina ou se a dormência seria um estado temporário. Ou a solidão ou o monólogo interior de rendição levarem-lhe a melhor, e optou pela máquina. No fim, suponho, já pouco interessa. Desligou-se. Os Linkin Park nunca foram muito a minha praia sonora mas  têm duas ou três músicas que ainda mantenho numa playlist algures. Se forem ver com atenção, as letras das suas músicas, todas seguidinhas, contam uma história assim para o deprimente. Não sei. Isto das mortes de músicos começa a tornar-se uma epidemia.  Ele bem que avisou.

We've Landed on the Moon

Foi há 48 anos.... Cenas do filme "Dumb & Dumber" 1994 Irmãos Farrelly