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Mensagens

As belas, o "Búlgaro" e o resto dos Heróis,

Adoro quando o meu País se levanta e mostra grandeza pura. Uma emergência de determinação inusitada que quase parece imprópria a um povo fadado à sua insignificância (assim nos querem ver e manter).  Todavia, de tempos a tempos, lá nos erguemos altivos, desse destino imposto. Amiúde, sofremos a morder lábios, em dor extrema, mas fazemos pouco caso ao que de nós dizem. Aligeiramos os estereótipos que nos querem impor à força de não termos grande poder para os contrariar, empurram-nos para baixo, e nós amiudámos a circunstância de cair humilhados, porque sabemos melhor, porque somos portugueses e temos cá dentro um plano secreto que os outros nem se importam em descobrir.  Mostrámos quem somos desde o útero. Porque no interior profundo, temos é carnes duras, maceradas a frio com tanto derrotismo continuado, e talvez seja essa a "fénix" que nos habita e faz explodir.  Arrumaram o Ronaldo a 7 minutos do jogo da Final em França (e logo um francês, não queiram lá ver....

12 anos de Fé

Guardei-te durante 12 anos. Ontem, não te vesti, vestiste-me tu a mim!

O Português é fundamentalmente Humano desde Pequenino.

Porque sendo "pequenino", o Português, habituou-se a essa condição de falhar, de morrer na praia, enfim, de perder com desastre e infâmia. Desistir parece-nos sempre uma opção tão apetecível, "morrer" assume-nos uma existência de quase um fado predestinado, como algo que se define por razão aos mais fracos, os que são verdadeiramente pequeninos.  Mas não, nada disto! Aos "pequenos gigantes", a couraça da perda, a armadura da derrota infiltra-se-lhes na improvável e oculta alma guerreira, e assume uma outra pele blindada que os faz inevitavelmente maiores.  É um facto histórico, que tanto vale numa guerra antiga, como numa final de futebol destes tempos, a batalha de pura fé que promove a resistência inabalável, a brava entrega dos desfavorecidos, face à eterna glória, contra os vencidos arrogantes, é uma alegria que advém destes resultados improváveis. No fim de contas, poder contar com alguém, mesmo nem sendo adepto do desporto, mas grato e ...

Levantem-se, ouçam e tremam de orgulho.Foto

...eu tremi! Foto: Jornal "A Bola" Foi assim que a tsf nos trouxe o golo histórico de  E der Isto é vívido. Isto é sangue. É loucura. É amor... Não é futebol (que nem aprecio), é a minha equipa, é o meu País!

Em dia de final....

...só tenho saudade de ver bons filmes.

Mistérios Do Osso Mal Escrito

Explico-te agora todo o mecanismo das marés se fores só um corpo em horizonte. Aquele sobe e desce de bruma e monte de água, onde em tempos molhámos os pés. Já desvendados todos os mistérios do osso e da pele pouco resta por dentro que seja lume. Agora só nos sobra o tempo que nos corre pelos dedos, o que já doeu, não mais existe e nada jamais resume o fogo de cal que nos aqueceu as noites. Ficou-nos a ingrata tarefa que nos amarra ao futuro no ramo de impossíveis dos nossos grandes medos. Até a Lua foi pura por um instante quando voei com as mãos eriçadas, a fazerem-se de água do Mar. Subiram, subiram, subiram como penas descartadas que julgavam ainda saber voar. Através da esperança de plástico que nos resta, mantemo-nos ao alto numa pausa irritante. Para desistir ainda é cedo. A solução é um segredo. E caso alguém se lembre de escrever sobre nós, a história não poderá nunca ser só esta. " Jardins...

Prognósticos só no fim do Jogo

Melhor que ganhar sem vencer, ou ser estrela sem brilhar, é dar provimento a uma fachada intemporal à casa mãe, sem saber como, e, mesmo assim, sair por cima. A grande proeza do português nato é esta; tanto faz, tanto faz... no fim, nada faz! Só que depois, pelo milagre engarrafado do puro ar da N. Senhora de Fátima, lá atinge a efémera glória, seja por quem for: ou por que político não eleito ou por que seleccionador que nada vence. Sou português grato. Gosto desta condição genética/geográfica. Fosse eu de outra piscina genética e este pequeno texto seria bem mais optimista, ou melhor, se calhar mais realista, bem menos cínico. Portugal faz-me atravessar para o sobrenatural, para o reino dos santos e das mezinhas tão nossas. No fim de contas, há que encher o olho, que é isto que melhor fazemos, entretemos, somos uns maravilhosos "entertainers" dispersos por todas as praças e arrabaldes de gente internacional que ainda acredita piamente que tudo isto é real e provid...

Só para se saber que isto não é tudo o mesmo.

Não tinha nada melhor para escrever hoje, por isso apeteceu-me colocar aqui estes mapas.... ...Agora ide por aí fora e façam de conta que nem ligais a estas coisas europeias maçadoras. https://www.instagram.com/p/BG_n6oAioFO/

O meu pai em tempos quis chamar-me Reinaldo, mas depois, veio-se a ver, tinha bom gosto.

Ronaldo, Ronaldo, Ronaldo... Moço tão bonito e brilhante que ascendeu da lama, qual lesma improvável, redobrado esforço intentaste e assim esforçaste muito trabalho de pés, cabeça e peito cheios de gana de ser o melhor. Claro que também muito labor aconteceu fora de cena, foste conduzido a iluminar meio mundo agarrado a um campo só teu, cheio de relva e suor, como uma veia empolada, que saltita excitada, a aguardar a próxima dose.   Sim, és lindo e possante como um cavalo lusitano bem treinado, mas, quando é que deixas de ser o eterno protagonista e passas a ser o nosso silencioso herói? Ou será que neste jardim não podem haver tais heróis? Começo a acredita-lo. Por um lado é extraordinário o que por vezes fazes. Ainda hoje o fizeste de calcanhar e de cabeça também. Caramba, que inspiração do caralho! - Por outro, consegues alienar tantas vezes os restantes patriotas, como os melhores arrombadores de espírito o sabem fazer, e depois é o comportamento tão boçal, Jesus, a ...

Sozinho se faz melhor o caminho...?

http://www.bubok.pt/livros/10220/Estorias-de-Amor-para-Desempregados (...) O choque causado por este abominável silêncio, cujo desfecho parecia encarnar de uma forma fatídica, a ameaçadora malignidade destes momentos, que, para cúmulo nem sequer se relacionavam bem com o sentido clássico do amor, trespassou-o. Todas as ideias, más ou boas, ou são redentoras ou nos destroem completamente. Augusto Rego vivia numa montanha. Às vezes até parecia que descia sem rumo até à cidade. Era mentira. (...) Excerto de: " Um Cão chamado Medo ", um dos cinco contos que integram " Estórias de Amor para Desempregados " novo livro de Miro Teixeira.