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Mensagens

Deus a foder-me desde 2011

Ninguém me/se interessa exactamente por nada. Caio de joelhos, perturbado por esta verdade inegável.  O Homem nasceu sozinho e logo nesse instante se condenou ao seu futuro perturbado. Tão estranho e definitivo como uma máquina incessante, que lhe tirará as mãos do corpo, e o corpo do seu lugar, e o lugar da sua terra, e por fim, até a sua terra sairá do mapa. O Homem ficará apenas um passageiro estranho, na espera de algum outro destino diferente desse. Em 4 de Abril de 896 morreu o Papa Formoso. Depois de morto, foi acusado de ambição excessiva, e em consequência disto, o seu cadáver foi despido e os dedos da sua mão direita decepados. A maior das desonras foi terem-no enterrado num cemitério destinado somente a estrangeiros. Sou esse anti-Papa! - Vestiram-me com insígnias. Ornaram-me após exumação, e colocaram-me num trono absurdo, só para me imputarem as acusações que a minha própria cabeça amedrontada fabricou. A minha mãe, sem grande expressão para o verbal...

A vida é feita de escolhas...

Lá ao longe havia um tempo

Nenhuma árvore se importou com a loucura do nosso vento nenhum pássaro caiu atordoado desse céu onde jaz. Nem os montes mais distantes se abateram ou se elevaram sobre o ar onde repousa, o vazio total do meu desalento. Ou cresceram folhas ao contrário, em lugar de palavras, frias, como primaveras deixadas ao acaso, pendentes. Tudo isto aconteceu faz tanto tempo que os dias não avançaram, foram contados para trás murchados em horas de dúvidas onde a noite pousa a ruína desta história de amor e tempestade. Quis contar-te sobre as magnólias em flor, sobre a urze de teias e sobre o pico da criação. Quis escrever-te o mundo num peito só de terra. Pintar-te o mar no olhos num azul brando de acalmia. Quis pisar o verde da erva, passada já a geada da sua destruição. Contar abelhas ou joaninhas entre as flores do nosso dia. Anotar todas as inflexões da tua boca entre trinar de um pássaro e o assobio da minha dor. Nenhuma va...

Mandato de despejo aos mandarins

Dias desabotoados como amarrotadas camisas, marinheiras e feias. Não faz mal nenhum ser feio até ao fundo. O pior são as noites que terminam os dias já por si acabados, ou as mornas madrugadas a forçarem só olhos tapados, como nos imensos festivais. Ou mesmo a inépcia lamacenta, onde me entrego e afundo. O pior é ser sujo e desperdiçado por todo! Algures, haverá um rio extenso a correr livre entre os sulcos mais perfurados, nalgum campo disperso, encravado entre duas belas aldeias, ou alguma praia desconhecida, só falada em sussurros pelas suas boas brisas. Nunca as descobrirei aqui metido neste lodo. Num mundo escasso de pessoas iguais, os que tudo ignoram são e serão, sempre, os mais afortunados. Adiante... Noites suadas ao som inteligente de um David Bowie falecido. É hora de pagar a luz antes que algum deus descubra a minha morte, e me cobre os impostos atrasados da não-existência. Nunca lhes quis fazer mal, mas fui fazendo-o, só por acaso,...

António Ramos Rosa, in "O Grito Claro" (1958)

Sincronizado com nada de especial

Deus salve a Nossa Senhora no seu dia particular Entender os outros é isso mesmo, uma dura caminhada de pura fé. Dói-me tudo. Hoje apetece-me entregar-me à polícia. Só hoje. Amanhã voltarei a estar de acordo só com este mundo.

Soneto ao Bêbado Arrependido.

Grosso modo o mundo é sempre desigual. Entre quatro paredes ninguém nunca bebe mais do que deveria, por ingrato receio de parecer tão mal quanto a quantidade bastarda de esquecimento que antes disso já bebia. Atracado entre flores silvestres imaginárias e mulheres perfeitas, o bêbado faz más contas à sua humana destruição. E depois, mas só depois, aponta num caderninho de linhas direitas a real soma da sua embriagada imaginação. Sobe-lhe pouco à cabeça, isto é verdadeiro! Porque o bêbado nunca bebe verdadeiramente para se destruir. A necessidade do copo cheio nasce sempre da ideia da sempre presente peçonha, que antes da morte e da má relação surge primeiro. Grosso modo, o mundo é tudo menos desigual face ao que está por vir, deste até esse enche-se, e enche-se, somente desta mesma vergonha. Miro Teixeira 2016

Blog Bullies.

Finalmente, atingi algum tipo de escaparate. Nada muito físico que me mereça grandes esforços suados, somente um pequeno "nirvana" electrónico, edificado nesta existência que apodreço em cada sílaba que escrevo, ainda que permaneça incapaz de me afastar, só por medo... só por medo de deixar de existir. Ontem, recebi uma mensagem anónima, de alguma finalidade maior. Alguém, de facto leu este blog e debruçou, o necessário para me enviar uma mensagem cifrada, tempo suficiente para mostrar algum interesse sobre ele, aqui mesmo. Não no "Facebook", não no "Twitter", não em mais nenhum dessas barbaridades "pseudo" sociais de agora; Aqui e aqui apenas. No meu blog! Infelizmente, o dito comentário ficou-se pelo anonimato, e visto ter as definições deste espaço moldadas para a exclusão pública destes, tudo isto parece começar e acabar neste mesmo "post" que aqui escrevo. "Poderias transcrever o dito para aqui, ou não?" Não! Ap...

Coisas para ler até no W.C.

A liberdade da viagem. Caminhar sozinho, descobrir as pessoas, a magia dos lugares, a sua história e a força da natureza. O fotógrafo alemão Michael Boyny propôs-se um percurso de descoberta. Partiu da vastidão do Alasca em direcção ao sul. Sul profundo, ao encontro da lendária Terra do Fogo. Do seu percurso ficaram as fabulosas imagens e experiências que partilha neste livro. (...)

Saudades de ver bons filmes (III)

...como este. http://www.imdb.com/title/tt0035160/?ref_=fn_al_tt_1

Dia sim, dia não, uma beleza antiga.

Jean Harlow

O veículo que vai dar entrada no cais 1 destinava-se ao prelo, mas...

Hermenegildo Almeida gerou Gabriel, e mais nenhum. Gabriel degenerou, não concebeu e coube ao Luís Bruno gerar um outro Gabriel, um pouco mais pequeno, mas menos sisudo que o original, pouco menos. Alberto e Adosinda Bruno eram seus meios-irmãos. Esta segunda, por ser boa fêmea parideira, gerou também uma linhagem de outros tantos Brunos iguais a si mesma, de ancas largas e buço perpétuo, e tornou-se especial, por motivos que explicarei mais para a frente. Alberto veio a ser o fundador da sua própria casa e gerou uma estranha acção popular que também será mencionada mais adiante. O Segundo Gabriel, por seu turno, também não gerou. Alberto, igualmente de boa sementeira, gerou em demasia, muito embora, dos muitos que surgiram da sua semente, apenas tivesse perfilhado dois. Dos que lhe nasceram do lombo, o melhor foi o Fontino, que teria sido grande, não tivesse saído tão baixo e macambúzio como o Gabriel original, a quem, convenhamos, nada devia em termos genealógicos. O quinto ...