Avançar para o conteúdo principal

Blog Bullies.


Finalmente, atingi algum tipo de escaparate. Nada muito físico que me mereça grandes esforços suados, somente um pequeno "nirvana" electrónico, edificado nesta existência que apodreço em cada sílaba que escrevo, ainda que permaneça incapaz de me afastar, só por medo... só por medo de deixar de existir.
Ontem, recebi uma mensagem anónima, de alguma finalidade maior. Alguém, de facto leu este blog e debruçou, o necessário para me enviar uma mensagem cifrada, tempo suficiente para mostrar algum interesse sobre ele, aqui mesmo. Não no "Facebook", não no "Twitter", não em mais nenhum dessas barbaridades "pseudo" sociais de agora; Aqui e aqui apenas. No meu blog!
Infelizmente, o dito comentário ficou-se pelo anonimato, e visto ter as definições deste espaço moldadas para a exclusão pública destes, tudo isto parece começar e acabar neste mesmo "post" que aqui escrevo.
"Poderias transcrever o dito para aqui, ou não?"
Não!
Apenas porque não o desejo. A mesma dúvida se aplicará a isso, como tenho vindo a receber "feedback" de alguns comentários de leitores que aqui publico. Ninguém lhes faz crença. Tudo é julgado "à priori" como falso.
Um elaborado logro dirão! Uma fraca tentativa de exultar a mediocridade! Quiçá.
Quando alguém de nota, que eu aprecie e adule, vier a público falar sobre algum dos meus trabalhos literários, também eu liberarei a penitenciária hermética de maus comentários díspares deste blog.
Devo confessar-vos aqui mesmo: Não irei para já, alterar nenhuma destas definições, pois, não quero mesmo que todos (sejam lá esses quem forem) acabem por ler coisas que me denigram. - É um direito que me assiste, não só como único administrador deste blog, mas também como seu singular "alimentador". - Basicamente, isto é meu, todavia, também é público. E, se alguém se lembrar de me acusar disto e daquilo, só quero ser eu a enfrentar esse problema, mais ninguém.
Isto será válido para o agradável oposto.
Eu, sou o único e exclusivo responsável por aquilo que aqui publico, e não careço do aval ou do azedo de mais ninguém, não busco a aceitação de quaisquer par. Não quero mostrar nenhuma falsa frontalidade também. Sou eu. É meu. Eu resolvo o que tiver de resolver. Aceito o que tiver de aceitar.
Dito isto, será mais ou menos expectável para quem estiver a ler, a existência factual de qualquer coisa significativa a esconder, de outro modo... bem, pouco me importa!
Na verdade, quando comecei este blog, tudo estava aberto a quem fosse, pois tinha crença na discussão saudável e na troca informada de conteúdos. Acreditava na natureza inquisitiva das pessoas. Errado! Tudo errado.
As pessoas gostam sobretudo do alvitre, do escamotear inconsequente. As pessoas que ainda comentam nos blogs, parecem fazê-lo, mais pela necessidade de destruir do que de complementar, ou incentivar. Tudo errado e triste. Aquelas que realmente gostam, demonstram-no silenciosamente, daí este post, em especial este post, para esses leitores. Os outros, resolvo-os eu, no mesmo género.
Foi mais uma das coisas que apreendi ao lidar com a "internet". Tal nunca é possível, visto que a abertura rompe todas as barreiras permissíveis e interditas. A unidade só se torna possível dentro do reino do interesse comum. Ora, como commumente nada exterior me parece interessar, há um fecho determinado nesta incursão. Algures entre o que pretendia fazer e o que realmente faço, desaba a natural empatia humana. É certo isto, porque é muito certo que o mais primário dos interesses atrapalha qualquer interacção empática em pessoas de boa índole.
Mormente, tudo isto pareça iminentemente inócuo ou praticamente hipócrita, há realmente uma agenda omnipresente em tudo aquilo que aqui é expresso. Inútil, conforme verificação ulterior, mas ainda assim, sempre presente: Eu quero efectivamente atingir um objectivo com isto. Não ando para aqui a "esgalhar", sabem? - O que não quero, é lamber "as botas" ou pior, a ninguém em particular, para o conseguir.
Se calhar, acabei de vos explicar porque, maior parte das vezes, o que vós ledes aqui é confuso. Ou, mais concretamente, ainda mais o compliquei.
Em boa verdade, a razão da minha frustração nasce exactamente da confusão da minha escrita. Tenho sempre tanto para dizer e pouco, ou nenhum engenho para o fazer com eficácia.
Não importa! A base disto tudo é esta: Não quero andar a publicar coisas onde tudo acontece, simplesmente porque não tenho jeito nenhum para arregimentar "gostos" entre o grosso da maralha, logo, acabo por me sentir impróprio, ineficaz, deslocado.
Ou então, talvez seja mesmo o contrário, por regra, a esse sistema dissimulado de anulação pessoal. - Tanto no expomos quanto nos destruímos nessa exacta exposição sistemática. Um dia acordamos, e já nem temos conta de quem realmente somos, fora dessa existência dita "social".
Enfim, escrevo aqui sem grandes medos porque aqui é o meu último reduto fora dos "sociais" ou dos dignos publicáveis.
Ninguém tem o direito de me negar aqui. Mau ou Bom, meço sozinho o peso da minha cabeça depois de escrita. E ninguém, repito, NINGUÉM, precisa de ler isto ou, quanto muito, perder o seu tempo a denegri-lo apenas e só, porque lhe apetece.
Construí isto sozinho, se tiverem "tomates" tentem fazer igual ou melhor. Caso contrário, calem-se e entreguem-se à vossa própria mediocridade, eu tenha a minha, mas é minha, ok?




Mensagens populares deste blogue

Jorge Machado

Ninguém nunca sabe ao que vem, viver é um ensaio. Dão-nos o que fazer e coisas para que acreditemos e depois ficamos à solta. Dão-nos o nós e a vida de barro, mas há quem faça o que bem entende gostar de fazer. E até há quem o faça muito bem. Ninguém nos explica direito, em pequenos, que as coisas mudam e partem e ausentam-se, e que antes de aqui chegarmos, já o seríamos, mas que tudo se cria e que tudo se nos pode escapar. Carecemos de um olho arguto e atento para captar o que mais conta, até à eternidade. Eu, por boa sorte, tenho um amigo, que por sorte também é o meu melhor amigo, que entende muito bem que há tempos de equívocos, de medo e de combate. Que o mundo, de tão duro e belo até ao fim é mais colectivo se for partilhado em imagens, que nos deixem estarrecidos. O Jó sabe disso de querermos ser felizes, nisso somos mais que irmãos.  E desde catraios entendi nele, o seu lugar exacto. O seu carácter metódico, rigoroso é a pedra de toque da sua vida e da sua paixão, a fotografia. …

Cinco minutos

Assumi escrever isto em cinco minutos, sem tempo para hesitações. É só para esvaziar, para não me deixar soterrar pelas avalanchas da inadequação.  Os meus olhos saltam perdidos entre os grandiosos eventos estivais, apanham respingos das fontes iluminadas com os rostos eleitorais, entram pelas bibliotecas dentro, todas maiores que os meus medos. Param nos cafés lotados de soberba, cheios de viciados em exposição, a transbordarem pelas esplanadas, parecem todos mais cansados que eu com as suas roupinhas de férias.  Tanta feieza e formosura juntas que já não tenho certezas sobre como saber separa-las. Ou se devo. Ou se preciso fazê-lo. Ninguém me mandou andar por aqui, ao acaso, a procurar personagens absurdos. Aqui fora, todas as montras são íntimas, e ninguém mostra vergonha de nada comprar. Aqui fora vêem-se os rostos, olhos nos olhos, enquanto rejeitam de frente. Dói, mas é melhor assim. Durmo e tenho sonhos estranhíssimos em que ajudo pessoas que parecem nem precisar de mim. Afastam-s…

As Crónicas do Senhor Barbosa III

O Senhor Barbosa acredita que já nada o pode magoar. Nem o desprezo passado, presente ou futuro, nem o cão esgalgado da vizinha, de dentes longos, nem a hesitação insípida do amor mais ou menos alvoroçado, nem a morte, nem nada. Nada mais lhe poderá acontecer de tragédia inventada. Já outros a inventaram por si. Olha para os reflexos e sabe que isto é de uma tal arrogância que até lhe faz doer os dentes postiços. Ri-se e prossegue a acreditar na sua recém-criada fortaleza inexpugnável. Mas, o Senhor Barbosa não fecha os olhos debalde, e sabe que, em tempos difíceis, às vezes é preciso morder a laranja para a poder descascar. Nada significa o que quer que seja até ao dia seguinte, altura em que voltamos a fazer contas à vida. É quando o riso cessa. Sabe isto e mesmo assim ri. Porque não? Está tão bêbado que outra coisa não lhe ocorreria fazer. O que é difícil é ultrapassar a espera pelo dia seguinte. Ali estava outra vez o ruído. Aquele ruído frio, cortante, vertical, que tão bem conheci…