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Terá lido o "Governo Sombra"?

Por ti nunca chorei nenhum ideal desfeito. E nunca te escrevi nenhuns versos românticos. Nem depois de acordar te procurei no leito, como a musa sensual destes meus cânticos.

Um travo de sangue.

Onde começa o paladar e termina o olfato? – Pouco sei sobre isso, e tu, sensaborão que és, muito menos, tenho a certeza. - A tentação do café não nasce no sabor, que deixa somente um rescaldo de fumo na lembrança, mas no aroma, que é preciso, rápido, poderoso e grava-se na memória com uma persistência tenaz. – Obrigado por me tirares isso! Por ajustares o arremesso da tua fúria ao ponto sensorial que mais feliz me fazia. Por me roubares da vida os seus perfumes,  graças a ti deixei de saber o cheiro da vida. Obrigado por essa oferta de violência.

Ar.

Neste ar daqui, ecoa um murmúrio de queixume, um fiozinho comprimido de tímidos balidos. Sentem-se pálidos, quase voláteis como um perfume, Inundando-me a alma de sonhos despidos. Sentem-se espasmos, contorções, agonias de voz. Mínimos, serenos, irrepreensíveis de altivez, tão pouco se sentem, que chega a ser atroz, o pouco silêncio que perturbam na sua vez. Grandes senhores de ferro e fogo e força infinita, ouvireis vós o lamento que por aqui passa? Ah sim, tenho febre, e escrevo e isso nem me maça, mais me desfeita o desdém que votais à minha escrita. Pois eu não sou máquina exprimindo seu motor, e neste ar daqui, neste ar, vou rugindo baixinho, pelos pedaços em falta que me compõem a dor, abandonados que ficam ao doer do seu caminho. Em fúria fora, e eles dentro de mim, tão suaves a começar, gritantes agora. Já me arde a cabeça de não lhes ver um fim, so...
Nem sempre consigo sentir o que sei que devo sentir. O meu pensamento só muito devagar atravessa o rio a nado porque lhe pesa o fato que os homens o fizeram usar.

A Amizade - Parte III

Até hoje pergunto a mim mesmo até que ponto aqueles dois sabiam que me estavam a dar um amuleto eterno, pois na realidade deveria ter-me desfeito dele nos meus anos vindouros de solidão entrincheirada. No entanto, ainda o conservo, poeirento e quase petrificado, porque desde que o carrego não voltou a faltar-me aquela mesma luz que descobri pela primeira vez naquele recreio. A professora, tão severa na aula, era também diferente aí. No recreio ensinava-nos o que não dizia lá dentro da sala e aqui era onde dava livre curso ao que na realidade teria querido nos ensinar.

Começou!

Se fores tu Outono, advento do brilho da Primavera, folhas tuas, uma a uma, as deixo eu cair, pois que a vida, trago-a em ser um constante derruir, do sonho que guardo nesta vontade d'uma quimera.

Acabou!

Governo Sombra - Book Trailer

O Livro - Aquele que para mim é único.

A convite do blogue ...viajar pela leitura... falei sobre aquele livro que para mim, de facto, representou de mais formas que uma, um marco na minha vida. Não somente como escritor, mas sobretudo como homem. Pode ler o artigo aqui .
O Amor está no ar...

Adeus Verão.

Esmorece o Verão já, e já torna o frio... Verão ágil de calor magoado. Já cheira a lento Outono, de sol oblíquo, quase gelado, derramando-se sobre as águas deste rio.

Este fogo impossível.

Ofereçam-se inteiros ao amor, deixem-se guiar fieis por essa chama. Esse quente borralho de eterno calor, essa paixão, esse toque da grande musa, que nos enaltece o ser em versos que se declama. Esse insano desequilíbrio que nunca se recusa. Assim mesmo, na noite abstracta da razão, tocam sinos longos, melódicos, a rebate, gritam ledas as aves assustadas no interior, deslembro incertamente o que me faz o coração, sou todo eu um cristal fino que se parte, que se agita intrépido em torpor. Sei, sim, é belo, é luz, é impossível, não há caminho que seja direito, e o avesso tornou-se meu mundo. e a fealdade da vida esfuma-se, torna-se invisível, e cá dentro, cresce um calor sem forma ou preceito, uma ilha brilhante que nasce num mar infecundo. Como tudo é nulo e vão ante o amor. as crianças riem na rua e a música vem ao acaso. e já homem feito, ainda sinto que cresço. Ofereçam-se inteiros a este calor, despertem agora, antes já que com ...

Sessão de Apresentação de "Governo Sombra" - Convite

Conto com a presença e amizade de todos para esta sessão, a primeira apresentação de "Governo Sombra" - Apareçam!

A luz

Numa certa idade os escritores transformam-se em conselheiros. É inútil que protestem essa condição, se o fizerem serão acusados de deslealdade. Uns tentam salvar-se com o que escrevem, outros, corrompem-se com o primeiro dinheiro ganho, depois, com a descoberta de que não conseguem escrever, mas de que não sabem fazer outra coisa diferente. Assim era Emílio Sobral Alvarenga, autor  singular de um único opúsculo mal vendido, que durante o limite máximo de três meses, colocou o nome Alvarenga na boca de certos círculos corrompidos por um mau dizer ergonómico que lhes desfigurava o sentido de ser. Tentava agora, depois de dias e noites a fio, deslindar outra narrativa que o guindasse novamente até essa fama efémera que conhecera, mas era inútil, a sua cabeça era um poço profundo de escuridão. 

A ponte desaparecida.

Neblina desta ponte que me significa a solidão, parada entre o rio e o voar da gaivota quieta, mostras rara beleza entre dois pontos de união, mas tanto maltratas os olhos deste poeta...

A Amizade - Parte II

Não me ocorreu outra coisa senão sentar-me muito quieto como um tarrote assustado e esperar pelo primeiro contacto. A ideia de ser eu a inicia-lo não era muito tentadora. De súbito, eriçaram-se-me os pelos da nuca e senti os meus tímidos músculos a ficarem tensos como cabos de aço. Um daqueles dois rapazes, sustendo o fungo do seu próprio desânimo, atreveu-se a dirigir-me palavra. Coisa de pouca monta, fazendo justiça ao que bem sei ser o típico diálogo entre crianças, ainda assim as suas palavras mostrar-se-iam suficientes para me libertarem ondas insustentáveis de adrenalina pelo corpo fora. Não me tinha preparado para fazer amigos logo no primeiro dia de escola.

Lançamento do livro: "Governo Sombra"

Caros amigos, por razões totalmente alheias ao autor, a data de lançamento do livro "Governo Sombra", foi alterada do dia 24 de Setembro, para o dia 8 de OUTUBRO, às 15:00 hrs. na Biblioteca Municipal José Régio em Vila do Conde. O meu sincero agradecimento a todos aqueles que me ajudaram e ajudam ainda na divulgação deste lançamento, e um grande pedido de desculpas pelo equívoco. Espero poder contar com a vossa presença no dia 8. Um grande abraço. Lançamento dia 08 de Outubro Estão todos convidados.

Annie Lennox - Lovesong for a vampire

Que se lixem os vampiros.. esta música congela-me o sangue sempre que a ouço!