Ofereçam-se inteiros ao amor, deixem-se guiar fieis por essa chama. Esse quente borralho de eterno calor, essa paixão, esse toque da grande musa, que nos enaltece o ser em versos que se declama. Esse insano desequilíbrio que nunca se recusa. Assim mesmo, na noite abstracta da razão, tocam sinos longos, melódicos, a rebate, gritam ledas as aves assustadas no interior, deslembro incertamente o que me faz o coração, sou todo eu um cristal fino que se parte, que se agita intrépido em torpor. Sei, sim, é belo, é luz, é impossível, não há caminho que seja direito, e o avesso tornou-se meu mundo. e a fealdade da vida esfuma-se, torna-se invisível, e cá dentro, cresce um calor sem forma ou preceito, uma ilha brilhante que nasce num mar infecundo. Como tudo é nulo e vão ante o amor. as crianças riem na rua e a música vem ao acaso. e já homem feito, ainda sinto que cresço. Ofereçam-se inteiros a este calor, despertem agora, antes já que com ...