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O difícil caminho de um herói


Faz hoje um ano que o Éder arranjou maneira de ser odiado em França (joga no Lille). "É sempre complicado mas é normal" diz ele, sobre o golo que marcou e nos permitiu trazer o caneco de campeões europeus, mas também sobre o tratamento que os franceses lhe têem infligido desde então, até agora. 
Sim, de facto, não deve ser nada fácil enfrentar o habitual racismo gaulês, ser responsável por derrotá-los, em casa, tirando-lhes o troféu das mãos num chute de mágica, em Paris, onde nem a torre eifell se iluminou com as nossas cores, e ainda por cima, nem vir a ser convocado para o torneio da taça das confederações. Se dependesse de mim, mesmo que jogasse tão mal quanto eu, este herói haveria de ser sempre convocado para todos os torneios da selecção, até ser tão velhinho que já nem conseguisse mexer as pernas. Coragem Éder, estamos contigo rapaz.

© Getty Images




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