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Só, o Outono ou nunca.


Entre o brilho verde de fulgor
e o nada, nada me pertenceu.
Aqui, as brisas espalham feridas
embrenhadas pelas faias bravas,
logo aqui tão perto

uma pequena saga
de grandes memórias esquecidas
que muitos sorrisos devassaram.
Bosques inteiros de rostos
ladeando os caminhos de pegadas de lama

um arvoredo frio e deserto
posto quieto à força
da lâmina dos dias marginais
e sem horizontes
longe de todas as coisas de fácil recompensa
que nunca sequer quis.
Por lá dentro haverá,

um homem cansado
magoado nas mãos e nos montes
pelos prados sibilantes do coração
onde o vento foi chamar
amor ao seu amado.
Um homem rendido
a escutar só recados de silêncio,
que se esqueceu devagar do Outono
nascido desse recorte de cicatriz
perdido
ou quase acabado.
Houve sempre muito
visto de esguelha por estes lugares.
Tanto abria os olhos como existia
ou os fechava tristemente
quando os caminhos se abriam
adivinhando os mistérios das
paisagens e anseios imperfeitos

que por um instante,
por essas paragens
junto desse corpo inerte que todos já sabiam
a floresta, perplexa, recolheu-se em suas pedras lisas
e folhas perenes de corpos esmagados
ficou sem palavras ou pele vestida
envelheceu
ficou

a contar sombras de dias pelas folhagens.


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