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Recordações do Futuro



Pequeno excerto do novo livro, que vai dando o trabalho duro que merece. Só para colher opiniões de quem as quiser dar.

(...)
Voltei à casa da Beatriz, no dia do seu funeral, e trouxe todos os barquinhos de fantasia do comandante Marques, receando que alguém, menos escrupuloso, os deitasse ao mar quando esse cá chegasse. – Tenho cada vez mais o sentido da propriedade pelas recordações dos outros, no caso particular de estas, fazerem algum sentido para mim. Foram coisas muito preciosas, e eu, inexplicavelmente preciso da sua proximidade física. - Alguns vinham dentro de garrafas, outros emoldurados em quadros, muitos eram só meros ornamentos de bibelô – esses deixei-os sem remorso - a maioria estavam em livros, ainda a navegar em boas histórias e esses, sobretudo, eram os que mais me interessavam.
Seria necessária uma equipa a funcionar vinte e quatro horas para impedir a selva de engolir cada detalhe dos Marques, das batalhas marítimas à decadência do crochet, do relógio desprovido de corda ao amor desarvorado. A natureza reclama o seu, pouco importa que seja aos vivos ou aos mortos. (...)

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 - Se quiserem, se tiverem tempo, paciência, curiosidade, loucura sadia ou se forem simplesmente audazes por natureza, cliquem no link e descubram-no. Só se vende aqui, desculpem! Eu tento, mas não tenho estofo nenhum para o marketing, nenhum. Escrevo o que me apetece e não desisto disso. Ao menos uma parte da minha vida parece-me indestrutível. Espero que gostem. (bolas, isto soou tão desesperado!) Se não gostarem digam-me porquê. Preciso de contacto humano, sobretudo se for construtivo. Se gostarem, digam-me na mesma. Preciso também de qualquer tipo de provocação sorridente. -
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