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Sonhos roubados.


Tenho sonhos doentes na alma só,


pequenos, egoístas e mesquinhos,


sonhos infelizes e tão pequenininhos,


que nem sonho serem sonhos meus.


Rasgam-me as noites levando-me a paz.


Deixando-me num estado de meter dó.


E já sinto saudades de não os ter,


de me deitar há noite e não dizer: Adeus!


E de não saber ao certo, o que a noite me traz.


Tenho sonhos doentes que não tem cura.


Carrego estes sonhos comigo,


há mais tempo do que tenho memória,


tão distante, que nem lembro já em que altura.


E que mal terei eu feito?


Que mal terei feito,


para ter sonhos assim, sonhos sem história!


Tenho sonhos doentes, pois tenho,


nem bem sei se são parte de mim,


ou existem por mero defeito.


Deito-me há noite e nem os contenho,


Espero somente pelo seu fim.

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