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Água bendita.

vai chover breve porque não vejo outro jeito
e nem que veja deus no olhar desta gente
só a chuva me trará paz ao peito
que pelo fogo do tempo anda por demais doente.
Trago-a certa aqui no abrigar,
de anseios despidos do que é normal.
Estou farto, confesso! Não mais posso aceitar,
Inverno assim que nunca vi igual.
Venha a pureza lavar este incómodo quente,
sei de certeza que não é só meu,
nem as folhas das árvores caiem no ar silente,
com o fito deste ser só seu.
Vai chover breve, assim o prevejo.
fosse eu vidente levantaria esse véu,
como não sou, escrevo o que desejo.
Que venha deus e faça chorar o céu.


Comentários

  1. Escrevo-lhe neste poema um comentário que se estende a todos os outros que já li:
    adoro a sua sensibilidade e a sua forma genuína e inteligente de escrever.

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