Avançar para o conteúdo principal

Viver vale o que vale...

Contei pelos dedos o tempo da minha vida e descobri que me esperam menos anos para viver do que aqueles que já vivi, como se toda a minha existência fosse mais feita do que já passou, do que propriamente daquele tempo desconhecido que ainda está por vir.
Já não tenho fôlego para lidar com as miudezas da vida. Não quero estar com invejosos que tentam destruir quem admiram, cobiçando seus lugares, talento e sorte.
 Falta-me a vontade para administrar os melindres de quem pouco faz pelo futuro, se determina a deixar o presente escoar numa peneira sem propósito, e nem um passado que se veja apresenta como referência.
Esta gente não debate conteúdos apenas os rótulos. E o meu tempo torna-se efémero, por demais escasso para debater rótulos. Quero a essência, minha alma tem pressa. Mas não vou correr, pois não quero ver a vida passar-me ao lado, vou caminhar. Caminhar perto da vida e da gente que a vive. O essencial faz a vida valer a pena e para mim, isso basta-me.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Conto Convosco!

O Planeta está bem? Autor:  Casimiro Teixeira Já se imaginou a acordar amanhã cedo, tomar o seu duchinho, um bom e saudável pequeno almoço, preparar-se para sair para o trabalho, entrar no carro, olhar em frente e... e descobrir que o planeta desapareceu, já não está lá?

Até sábado.