(...) Tardámos sempre em frente das palavras
como um muro de rosas afiadas crescendo diante da nossa janela.
E os olhos já nem se sentassem ali
aguardando os anjos do futuro
navegando à deriva por este presente
baço, um espelho antigo, de cabeceira
que nunca nos devolverá exactos, ou melhores do que fomos
quando reunimos a nossa poesia toda em um beijo
único. (...)

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