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Nós, os terráqueos.


É duro, cru e extremamente agressivo para os corações mais sensíveis, é. Mas tem de ser, de outro modo não funcionaria tão eficazmente. Ainda assim, havia de ser obrigatório ver-se este documentário nas escolas. Talvez a um nível intermédio de ensino, no segundo ciclo, por exemplo. Ás vezes as matérias dos pesadelos são as catarses que precisámos para acordar. E todas as crianças deveriam crescer sabendo o que representa verdadeiramente um animal, em vez daquilo com que nos ocupamos a inventar-lhes. Não as deixar indiferentes, no mais terrível dos escuros, que é a ignorância forçada pelo medo ou pelo desinteresse. Porque, sabem, uma criança consegue pensar muito bem por si própria, e se lhes mostrarmos, elas decidirão sozinhas e para o futuro. É o nosso dever, visto partilharmos o mundo com eles, os animais.

Aconselho também todos os que ainda não assistiram, a vê-lo. Aconselho veementemente. E nem sou nenhum fanático pelos direitos dos animais, não sou vegetariano ou vegano tampouco. Sou humano, como todos somos, e dói vê-lo. É um abre-latas de almas este filme.




Fica aqui, legendado. Caso vos interesse:



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