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A liberdade.

Canta-me sozinha, a voz,
esta voz, ainda que amordaçada,
num prenúncio de derrota, nem desafina.
Fui finamente feito na sua vitória.
Agora já não. Já não sou feito,
nem por fazer!
Nem trago pérolas de pura verdade,
nem trago cravos de fogacho atroz.
Canto a palavra que está mais que cansada,
de tanto malharem na sua sina,
de tanto desbarato que lhe trouxe a história.
Canto-a minha, não sei d'outro jeito,
nem sei cantar o que tenho para dizer,
só sei, que já soube o que foi liberdade!

Casimiro Teixeira
25 de Abril de 2012




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