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O Vazio



Separados
desde o início,
Ainda anseio estar contigo.
Submersos em momentos de silêncio.
Mas foi o vazio
quem me saudou,
não tu.
Foi o vazio.
O vazio todo.

Nada saciado.
Nada cumprido.


Durmo sonos inquietos
onde não entram sonhos,
e sinto o meu corpo árido, em branco.
sozinho nesse vácuo.
 
O desconhecido em mim quer ver,
a dura realidade,
a minha paixão intocada, clara,
busca ansiosa os teus olhos, mas,
encontra-os sempre vazios!

Sei agora o que é desespero.
desespero indefeso e sujo,
que não te mostro,
que te escondo nestas palavras. 
Para que não sintas o sal das minhas lágrimas.

E o mais estranho é,
que o vazio nunca se some,
desaparece,
morre!
O vazio tem fome,
de estar vivo.

Eu não te mostro, descansa! 
Olhei em tempos,
para um amor metafórico
mas não mais,

Nunca.

Casimiro Teixeira
1988

Aos amores que já lá foram...

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