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Mar triste, meu amor!

Amei-te mar triste, nos meus devaneios infantis,
amei-te levado no teu peito, carregado por tua espuma,
perdi-me nesse prazer, já em meus tempos juvenis,
quando somente as ondas me satisfaziam de alegria,
e paixões humanas não conhecia ainda nenhuma.
Amei até tuas vagas, mesmo que com elas o pavor se erguia,
pois sendo eu teu amante, esse medo, me seduzia.
E era agradável. No teu ledo som eu confiava,
mal sabendo que a tristeza avançava e avançava!
Não mais trazendo amor a quem eu tanto amava.

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