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Farto!

Já não me fazes falta,
E os versos que faço, já nem por ti os rimo,
Nem sequer almejo ter-te por perto.
Perdi o teu rosto na poeira do deserto,
fechei a tua memória lá no cimo,
De uma imensa montanha alta.

Quis-te ter tanto e sempre junto a mim,
Mas cortaste-me o nome e jogaste-o fora,
Num só golpe de ódio mesquinho,
Desejo-te que fiques para sempre nesse escaninho,
Onde te escondeste no dia em que te foste embora,
Pondo em descanso um amor que não tinha fim.

Já não te tenho em conta de seres gente,
Somei todos os dias e ficou um só grão,
És partícula diminuta num espaço infinito,
És menos que o pó que se agita com um grito,
Já nem sequer te reconheço em meio à solidão,
Pois essa ao menos, é coisa que se sente.

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